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Uma história simples — talvez

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Imaginem. As vezes, a mãe consegue nos fazer ouvi-las e sairmos com o guarda-chuva. Ainda bem, porque nesse dia específico, I. Não fiquei encharcada durante 4 horas em um laboratório com ar-condicionado; e II. Dei uma carona. Estou acostumada a minha cabeça ficar repassando os momentos que me assustam, as respostas e atitudes das pessoas para saber se cometi algum erro, e agora ela tem esse outro tipo de momento para reprisar. De coragem. Ofereci uma carona. Pela primeira vez. EM UM GUARDA-CHUVA.
Carona em um guarda-chuva. Pois é, achei a piada ótima.
Muitos, inclusive eu, desceram em uma parada de ônibus, começaram a abrir os guarda-chuvas e seguir seus destinos. Mas, uma garota desconhecida ficou parada, com rosto para chuva com aquela expressão que todos fazemos ao analisar se dar para esperar estiar ou o compromisso é muito importante, ou se a imagem molhada é aceitável para onde vai, ou quantas horas vai ter que aguentar o frio. Sem plot twist, perguntei se a garota estava indo para o setor 'tal' e quando ela confirmou ofereci um espacinho em baixo do guarda-chuva. Rimos quando nos deparamos com uma extensa poça d'água, procurando como ultrapassá-la sem estragos, a vencemos, mas a própria chuva conseguiu um belo ataque a nossos calçados.
Agi antes do meu cérebro alarmar que eu iria incomodá-la, cometer um erro, passar vergonha... Deu certo. Está dando certo. Pequenos grandes momentos como esse me mostram porque não desisti de tentar medicação quando o psiquiatra aumentou a dosagem e senti uma bagunça ainda maior na minha cabeça, nem da terapia quando tive que enfrentar o medo de coisas ainda não ditas a mim mesma. Mesmo com as mudanças dentro de mim, não posso deixar de enxergar tantas que vêm de fora, o que é bem compactado nessas palavras do k-drama Goblin. Uma definição para 'deus' sem peso.

Resoluções de 10 meses de bullet journal

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Nesse mundinho da internet descobrimos que nada em nós é tão esquisito. O que quero dizer é que eu não sou a única que não consegue utilizar agendas, aquelas bonitinhas que já vem marcada com as datas, cada folha demarcada com sua função. E como alternativa, não só para substituir agenda, encontrei o tal bullet journal. Acredito que os pontos principais desse sistema são o index (vulgo, sumário), onde vai está listado o número da página e o que há nela, e os bullets, os símbolos escolhidos para representar o tipo de anotação, no meu caso, uso três: tarefa, evento e nota, símbolos secundários também podem acompanhá-los e completar a sentença de forma rápida. Aqui tem mais detalhes de como começar, direto do desenvolvedor do sistema, porque o quero contar é sobre a experiência. Ou, talvez, eu esteja apenas fazendo propaganda do bullet journal mesmo, porque ele é maravilhoso.
Quando comecei fiquei um pouco assustada, queria algo prático, mas também organizado e bonito, queria os modelos elaborados que via no Pinterest de forma rápida e em 10 meses de uso do bullet journal percebi que a organização que ele trazia para minha vida era bem mais importante e não precisava usar fontes de letras diferentes e encher de detalhes, mas encontrei alternativas para agregar beleza a organização. Deu pra conciliar as coisas.
Ainda no começo li em algum lugar por aí que o negócio era adaptar o bullet journal as suas necessidades. Verdade! Veio a ser a primeira coisa que aprendi e o charme do sistema. Listar o que você tem para fazer é prático, mas como faz isso também influencia. Eu gosto de toda noite, com aquela exceção que vez por outra aparece, sentar para pensar no dia seguinte, então o registro diário funcionou bem para mim, mas não o semanal, que tentei recentemente e baseava-se em uma dupla de folhas ser separada para cada semana do ano, o que gerou o mesmo problema das agendas vendidas prontas, em alguns dias sobrava espaço, em outros, faltava.
Além de não precisar confiar que você vai lembrar de tudo, a praticidade também entra em poder encontrar os vários lados da minha vida em um só lugar, tem lembranças coladas e desenhos, reuniões, anotações sobre a graduação, tarefas pessoais, mas dá certo, cada coisa tem seu lugar e é fácil de encontrar porque tem página para cada uma mesmo que um tema não esteja junto em um bloco de folhas.
O bullet journal me ajuda a relaxar não só no momento em que planejo o próximo dia e deixo registrado datas que não podem ser esquecidas, há também o fato de produzir, umas fitas adesivas aqui, uns rabiscos acolá, fazer à mão pra ter um tempinho para você respirar. Até quando comete um erro, respira e vê o que dá pra fazer (Motivacional, não?).

Três azuis

sábado, 28 de janeiro de 2017

Faz mais de um ano que escrevi aqui, muito tempo. Acabei voltando apagando várias postagens antigas porque uma época de mudanças aconteceu principalmente o último mês e refletiu dessa forma aqui. Refletiu também em querer reaparecer, o que usei como pretexto apenas três fotos.
 
 Sem promessas. Oi.

Saudades, Rando

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Era uma vez meu aplicativo favorito e ele se foi.
Já vi menção de projetos onde anônimos trocam cartas e apesar de nunca ter participado de algo assim, imagino que o Rando passasse a mesma sensação, um aplicativo de fotos que não tinha nada a  ver com curtidas. Minha experiência com esse app foi através do Windows Phone então não sei se há alguma diferença para com outras plataformas, mas você fotografa algo com o aplicativo, ele envia para alguém em algum lugar do mundo e em troca você recebe uma outra foto de um outro alguém do mundo, e a única informação que vem com foto é o local de onde veio, sem nomes, sem perfis. Tão mágico. Porém todo esses verbos deveriam está no passado porque as atividade foram encerrados. Infelizmente não tenho print de nenhuma das fotos que recebi, apenas algumas das que enviei.

Encontrei postagens antigas sobre esse app no Meu Palanque, 187 tons de frio e Garotas Geeks. Era de Ouro do Rando.
Se um dia resolver voltar, estarei te esperando de braços abertos, Rando.

Status: Esperando a próxima visita

sexta-feira, 19 de junho de 2015

No final de semana anterior as duas terceiras provas que mais me assustavam esse semestre, só me imaginaria estudando e tentando controlar meus pensamentos pessimistas. Mas eu não contava com a reviravolta! Eles! Shows de Backstreet Boys no Brasil! E em Recife (há dois pulos de gatos de onde moro -sqn)!
Teve momentos que achei que ia chegar o dia 06/06/2015 e não conseguiria estar no show deles, muitos imprevistos. Nas semanas antes do show não me permiti pensar sobre, porque eu sabia que minha vida ia ser parada pela ansiedade. Quando cheguei em Recife no sábado de manhã estava calma e comecei a achar que ia ficar assim mesmo, que ia acompanhar dancinhas e gritaria do meu cantinho. Ilusão. Cheguei a fila do Front perto da 17h00, com a minha prima comprei uma camiseta por lá mesmo, comecei a ficar receosa sobre o fato de chover, às 21h00 os portões abriram e enquanto a fila andava a chuva começou e adorei ter aquela loucura na minha lembrança, não imaginava que uma capa de chuva poderia ser usadas por tantas pessoas juntas. Dentro do Chevrolet Hall já estavam reproduzindo vídeos, pessoas passando no palco e o nervosismo que eu não esperava mais apareceu primeiro como uma faísca, e, assim que os Backstreet Boys entraram, explodiu. Não imaginei que eu, com meus 1,60 de pura timidez fosse gritar, pular, cantar e dançar tanto ao lado de tanta gente. Shape of my heart e Drowning bateu muito forte no meu coração, Show me the meaning foi tão lindo quanto imaginava, não cono não querer gritar In a World Like This, Larger Than Life vai ficar marcada para sempre na forma de despedida e Everybody... Nunca mais será a mesma :3 Porque dançar Everybody é uma coisa, dançar Everybody no show de Backstreet Boys é algo totalmente diferente.
No dia seguinte acordei gripada e chorosa. CARA! QUERO AQUELE SHOW DE NOVO! Esse pensamento ainda fica voltando e eu estou esperando oS próximoS. Quero Soundcheck. Quero PIT.
Eu não gravei nada então fico procurando vídeos no YouTube para matar a saudade, não adianta, mas eu continuo :').
Já estou esperando a próxima, boys.
 
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