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(Re)encontro com a magia do Brasil

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Em Raízes de Vento e Sangue: 7 Visitas ao Folclore Nacional, Lauro Kociuba se propôs a reescrever algumas das nossas lendas, o que conseguiu mantendo a essência de cada, mas ainda com enredos surpreendentes.
Os contos são curtos, mas completos, transmitem o "clima" da história original, terror, suspense e/ou drama. Não quero citar as lendas escolhidas para fazer parte do livro, porque o suspense de "qual é a próxima?" também faz parte, mas devo dizer que finalmente tive medo do Saci.
Me surpreendeu em como os contos foram muito bem ordenados, e me mostrando como esse é um fator importante, os eletrizantes ali pela metade do livro e o último com gostinho de adeus mesmo.
A leitura me levou a minhas próprias memórias. Durante o Fundamental I gostava de abrir um livro de folclore brasileiro em páginas aleatórias, e conhecer ou reler uma lenda. Vez por outra peço para algum familiar contar histórias desse tipo, meu pai tem o melhor tom para narrar. E o Catalendas na TV Cultura? Assistia comendo queijo de manteiga. Ao final do livro o autor cita "o medo por trabalhar algo tão grandioso e íntimo de cada um dos leitores brasileiros", demonstrando respeito, um dos fatores que, com certeza, ajudou a manter a essência de cada mito, que devem ser importantes para tantos, como é para mim.
É um livro que gostaria de encontrar em formato físico para poder presentear, porque só recomendar não basta. Torço por mais volumes.
Raízes de Vento e Sangue: 7 Visitas ao Folclore Nacional
Lauro Kociuba
2017
96 páginas

A Morte é Legal: Sua filha caçula, com certeza, é

domingo, 25 de junho de 2017

Meu primeiro encontro com A Morte é Legal, de Jim Anotsu, foi em uma estante de livraria há uns bons anos, chamou atenção pelo título e uma capa engraçadinha em uma cor roxa linda, nele Andrew é apaixonado pela melhor amiga há três anos, e ao conhecer a filha da morte, Ive, esta propõe que juntos encontrem os três nomes do Gato, a criatura mais importante do Universo, o que concederá a eles três desejos, incluindo o amor que ele espera.
Com Andrew e Ive é uma comédia romântica que se desenrola em meio a viagens entre mundos e criaturas mágicas, com diálogos que podem não fazer sentido no melhor estilo Alice no País das Maravilhas. Seus oponentes em encontrar os nomes do Gato, Astrophel e Stella, carregam uma história mais dramática, com passagens de texto bem reflexivas. Há também uma narrativa pé-no-chão, que se desenrola nessa realidade em que vivemos, com a irmã de Andrew, Amber, que sonha em trabalhar com música ao lado do melhor amigo, Jonas, vítima bullying.
A busca pelos nomes do Gato é divertida de percorrer, porém o que mais me surpreendeu, e me faz recomendar esse livro, foi a dose de drama, que é parte do enredo bem mais do que eu esperava, presente tanto na profundidade da escrita, sobre escolhas, amor, morte, motivação e tanto mais, como no destino dos personagens, que são valorizados e marcantes, mesmo os com pouca passagem na história.
A Morte é Legal
Jim Anotsu
Draco Editora, 2012
314 páginas

Muitos golpes, muitos cachorros

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Não tive contato com histórias em quadrinho de super-heróis quando pequena (apenas gibis da Turma da Mônica <3 que eram bem mais fáceis de encontrar), quando assisti Homem de Ferro (2008) pela primeira vez fiquei apaixonada pelo filme, fui pesquisar qualquer coisa sobre ele no Google e, creio, que foi a primeira vez que tive vontade de ler uma HQ de super-herói, mas eram tantas histórias, não sabia como percorrê-las e não podia comprar tantas, acabei deixando de lado. Em algum momento cheguei em um site com vários títulos e me entreguei a um: Batgirl (Os Novos 52) :3 Fiquei tão animada que li um bom número de volumes mesmo no computador, bem desconfortável, e desenvolvi uma paixão absurda por essa personagem, mesmo havendo muito o que conhecer dela. Logo depois, no mesmo site, li uns 3 ou 4 da querida vilã: Arlequina (Os Novos 52). E VOLUME FÍSICO NÃO ESPEREI TANTO!!!
A edição conta com os volumes de 0-8 e Arlequina não vai prometer salvar o mundo (e se prometer desconfie), a história gira em torno dela vivendo, só levando a vida mesmo, após herdar uma propriedade e precisar de emprego para manter a nova vida, dividindo-se em psiquiatra e patinadora da roller derby (tem que pagar as contas, né?). Tudo estava de boa até aparecer caçadores de recompensa.
Harleen tem uma personalidade complexa, que podemos conhecer pedacinhos durante a leitura, um lado amoroso para com os animais (SIM! EU CHEGUEI A DIZER: AWNNN :3) e com quem ela quer na sua vida, com sua impulsividade e personalidade explosiva.
A Arlequina é uma personagem divertida inspirada em uma comediante e foi isso que encontrei, alguém que me fez rir, me diverti enquanto virada as páginas, mas sem esquecer que ela pode E VAI usar a violência. A personagem passa por aventuras onde os pontos fortes serão os companheiros curiosos e meios seguidos de forma cômica.
Desde que terminei a leitura (mentira, não precisei terminar) desejo o segundo volume, o que aconteceu nesse mês, aplausos para Arlequina Nº 2, com os volumes de 9-16.
Arlequina nº 1 -  Uma Estranha no Ninho
Panini Comics, 2015
188 páginas
 
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