Três azuis

sábado, 28 de janeiro de 2017

Faz mais de um ano que escrevi aqui, muito tempo. Acabei voltando apagando várias postagens antigas porque uma época de mudanças aconteceu principalmente o último mês e refletiu dessa forma aqui. Refletiu também em querer reaparecer, o que usei como pretexto apenas três fotos.
 
 Sem promessas. Oi.

Escolhas a partir de David Tennant

sábado, 12 de dezembro de 2015

Ainda não assisti todo o material de Doctor Who, nem cheguei a terminar a série atual, mas a regeneração do décimo me marcou, suas últimas palavras transmitiram algo que me fazem crer que nenhum outro Doutor me fará sentir da mesma forma, se tornou meu favorito. Eu estava ansiosa pelo lançamento de Jessica Jones, mas sobre todo produto, sobre ambientação, sobre a aventura da temporadas e sobre os personagens. Todos. Gostando do fato de ver aquele que deu vida ao meu Doutor favorito em algo novo, mas esse não era o foco. Ao finalizar essa série profunda, admirar Jessica, enxergar nela uma pessoa real, superando, errando, passando por contratempos e ter uma das melhores surpresas em forma de personagem, Trish Walker, há muito para pensar, incluindo Kilgrave, que assistindo a série gera uma montanha-russa de emoções, nojo, medo, compaixão. Não admiro aquele personagem como pessoa, mas admiro aquele ator, seu trabalho, a intensidade que transmitiu, e por isso quis conhecer mais do que o Tennant já fez, escolhi alguns filmes, só filmes por enquanto, apesar de ter várias minisséries e séries interessantes, mas preciso diminuir o números das que já comecei antes de me comprometer com outras.
Comecei com A Nova Isca (The Decoy Bride, 2011), premissa simples, disponível no Netflix e me acompanharia no final de tarde de um dos primeiros dias de férias, neste uma celebridade tenta se casar e uma garota local é contratada para enganar a imprensa. Eu adoro ver as diferenças entre comédias românticas de acordo com país, talvez já tenha visto uma britânica antes, mas desta vez tocou aquele pensamento "Ó, então é assim que funciona para vocês britânicos?!", adorei, se é que isso é algo geral do gênero, não é doce demais, ou sério demais, nem romântico demais. Não acompanhamos apenas aqueles que fariam parte do romance, há boas e significativas cenas com outros personagens, e fico muito feliz quando um filme de comédia consegue me arrancar uma risada, e não apenas um pensamento de "Ah, isso é engraçado", isso acontece com vocês também? Adoro esse humor que aparece do nada e some com a mesma rapidez, como na vida real, principalmente vindo do mau humor, brincando com "desgraças" do cotidiano. Tennant trás de forma completa um cara comum, como qualquer um pode demonstrar um pouco de fofura, gentileza, mas tem seus momentos e pode muito bem ter reclamações da vida.
Conhece algum filme que você sabe que não é perfeito, mas poderia rever diversas vezes? Pois é, A Hora do Espanto (Fright Night, 2011). Neste filme, Charley não dá atenção ao amigo Ed quando este lhe avisou sobre seu vizinho ser um vampiro até novo fatos o fazem iniciar a investigar. É um filme divertido, conseguiu me ganhar com as cenas de suspense, as cenas sangrentas me arrancaram algumas exclamações sobre quanto estava legal e risadas, não por piadas recitadas mas durante as cenas, terrir, talvez o que mais tenha sentido falta foi mais cenas de ação, principalmente no desfecho. Tem um clima que me lembra filmes como Edward, Mãos de Tesoura, aquele tipo de terror bem levinho que marca infância. Dos poucos filmes de vampiros que vi esse é um dos que mais gostei, em questão do próprio vampiro, que exala perigo e demonstra diversão com suas presas, além das cenas finais do seu covil. Aqui, o personagem de Tennant é alguém de índole questionável, agradeço por seu personagem não ter se tornado o cara com a obrigação de fazer as piadas, só esperava vê-lo em mais cenas de ação, gostei muito de como me fez esquecer rapidamente como ele tem cara de bonzinho, me fazendo desejar vê-lo em um papel de vilão mais customizado visualmente.
Foi uma grata surpresa me deparar com Einstein e Eddington (Einstein and Eddington, 2008), mostra a relação entre estes dois cientistas e como Eddington teve influência sobre Einstein, um pouco das consequências da Primeira Guerra Mundial e ainda a relação desta com a ciência, um tópico que acho interessante, Guerra e Ciência. Universidades e bibliotecas, belas imagens de reuniões, foi impossível não desejar está em alguma daquelas cenas, principalmente com Eddington na apresentação do resultado da pesquisa. Adorei ver Tennant interpretando um cientista e seus olhos me emocionarem tanto quanto suas palavras.
E finalizo com o meu favorito dessa lista, O Que Nós Fizemos do Nosso Feriado (What We Did on Our Holiday, 2014), eu esperava ou comédia romântica ou uma comédia baseada em peripécia de viagem em família, principalmente porque só cliquei no play na Netflix, sem ler sinopse ou prestar atenção em algum poster, o filme começa com um casal, que está se divorciando, escondendo o fim do relacionamento durante o aniversário do avô de seus filhos. Este filme consegue misturar gêneros, tem várias momentos divertidos, os dois filhos menores são cheios de perguntas e atos que rendem momentos chocantes-adoráveis, o humor está em atos simples, por trás de cada piada há uma reflexão espreitando, trata diversos assuntos com muita sensibilidade, principalmente o fato de permitirem crianças serem crianças. Tennant demonstra diversas faces do seu personagem acompanhando as mudanças de clima só somando a esse filme surpreendente.
Ainda tem muito para ver então logo, logo escolherei mais obras com David Tennant para conferir. Então, se interessaram por algum desses filmes? Ou já assistiram algum? E qual o trabalho de Tennant favorito de vocês?

Mais bizarrice, por favor

sábado, 21 de novembro de 2015

Por um bom tempo ouvi meu namorado comentar sobre algo que seria muito divertido, com ação, comédia, um protagonista foda e alguma coisa sobre a obra e o Museu do Louvre, mas sabe quando sua mente está serena apenas ouvindo mas não processando tudo? Normalmente era assim quando ele falava desse anime, mas sabe também quando uma frase causa uma mini explosão dentro de você? Pois é, isso aconteceu quando finalmente entendi que o protagonista varia com o período de tempo, achei fantástico e isso mudou tudo, se tornando aquele tipo de obra que você não quer dizer apenas "Assiste, é bom.", mas praticamente fazer uma declaração de amor. Me refiro a JoJo's Bizarre Adventure.
A saga que se inicia na Inglaterra do século XIX, contando a rivalidade entre Jonathan Joestar, um jovem aristocrata, e Dio Brando, um garoto plebeu que foi acolhido pelo pai de Jonathan quando tornou-se órfão. Insatisfeito com sua posição social, a ambição insaciável e o desejo de dominação de Dio o levam a estudar os poderes sobrenaturais de uma antiga máscara asteca de pedra presente na mansão dos Joestar — um artefato que mudará para sempre o destino de Dio e das futuras gerações dos Joestar.
Neste começo, a primeira parte, Phantom Blood, acompanhamos o ínicio do relacionamento de Jonathan e Dio, e o poder da máscara que leva a mexer com o futuro do Joestar's que ainda virão. A partir daí é difícil falar sobre as partes seguintes sem citar pequenos spoilers. Em Battle Tendency, o novo protagonista irá se deparar com os criadores da máscara. E cem anos depois do início da história, chegamos a Stardust Crusaders, a terceira parte, onde a família Joester e amigos precisam viajar pelo Egito passando vários inimigos antes que o tempo esgote.
Os primeiros episódios são feitos para você odiar Dio, mas a partir de um momento ódio vai se tornar em admiração, pois ele é um vilão como nenhum outro. Apesar da divisão bem e mal é possível reconhecer o respeito entre as personagens que é um dos pontos que mais me agrada, torna as coisas mais reais, só que não se pode ficar muito apegado a realidade, "Bizarre" não está no título por acaso, tudo acontece para ser da forma mais épica, nem o fato mais simples ou previsível se torna monótono, você vai encontrar muitas poses fabulosas e cada diálogo é carregado de emoção (no começo eu descrevia como referências teatrais mexicanas, mas depois notei que JoJo é apenas JoJo).
Agora a parte que fez eu me jogar nesse anime: o JoJo muda! E não me refiro ao fato de o protagonista passar por uma situação que o faça ver tudo de uma forma diferente, permitam-me transferir essa informação da enciclopédia virtual de JoJo: "JoJo é um apelido compartilhado por cada um dos principais protagonistas de JoJo's Bizarre Adventure, até o momento o anime apresentou Jonathan Joestar, Joseph Joestar e Jotaro Kujo, mas já é possível conhecer ou dar só uma olhadinha rápida no visual os outros no mangá. A minha espera maior é por conhecer Jolyne Cujoh (ou Kujo), que faz parte da Parte VI da mangá.
Se quiserem um ajudinha com o caminho, a plataforma Crunchyroll não só tem os episódios anteriores como também transmissão simultânea dos novos episódios, que voltarão em abril de 2016 com a temporada Diamond Is Unbreakable.
Ainda faz parte dos meus planos conhecer outra adaptação de 1993. Finalizo compartilhando adaptações das aberturas, sendo uma delas em português:


 
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